Artigos com o marcador Arquitetura da Informação
A importância da AI no aumento de performance de um site
19/05/10
Para aqueles que já seguem as melhores práticas de usabilidade, de acessibilidade, de amigabilidade, de encontrabilidade e de tantas outras “dades” aplicadas na web, este artigo possivelmente não trará novidades. Porém, sempre é bom lembrar que “canja de galinha não faz mal a ninguém”. Não se espante caso ao final do artigo você chegue a seguinte pergunta: era sobre Arquitetura de Informação ou sobre Usabilidade, etc.?
A resposta é simples. Não existe Arquitetura de Informação (AI) sem considerar esses fatores. Todas essas questões estão amplamente interligadas. Isso se dá a tal ponto que às vezes é difícil distinguir onde uma começa e onde a outra termina. A Arquitetura de Informação através de seus métodos e de toda essa interdisciplinaridade é quem vai apontar os caminhos para o aumento de performance. Pela idéia de aumentar performance pode-se deduzir que um site tem um resultado X e naturalmente quer elevá-lo N vezes. Para esse aumento, basta você fornecer aos usuários de forma simples, intuitiva, envolvente e acessível todas as informações e funções oferecidas pelo seu site.
A questão é: como fazer isso?
Na arquitetura de informação, procuramos traduzir o complexo mundo das interações disponibilizadas pelas tecnologias, para o simples dia-a-dia de quem potencialmente vá usá-las. A AI se vale de critérios embasados no estudo do comportamento dos usuários para apontar os melhores caminhos e soluções a serem adotadas para a tal tradução que citei há pouco, e conseqüentemente para o aumento de performance.
O estudo do comportamento dos usuários pode ser feito de várias maneiras, como pesquisa etnográfica, teste de usabilidade, cardsorting, análise de folksonomias, levantamento de perfis, etc. Esses estudos podem se dar de forma casual ou contínua. A diferença básica entre essas duas formas é o tempo empregado na análise e na compreensão do mundo dos usuários. O estudo contínuo pode ser exemplificado com o trabalho do Arquiteto de Informação que procura monitorar as tendências dos usuários; ou seja, ele acompanha continuamente a movimentação comportamental dos mesmos, e dessa forma obtém informações sobre as preferências e costumes desses usuários. Caracteriza-se principalmente como um trabalho de pesquisa em longo prazo. Já no estudo casual o trabalho realizado geralmente se restringe a uma demanda específica como, por exemplo, avaliar junto a uma amostra do público-alvo o quão usável está um sistema submetendo-o a testes de usabilidade. Isso eu acredito que todo mundo sabe, mas o que me espanta é que estou neste mercado há um bom tempinho e até hoje me deparo com a frase “não dá tempo de fazer testes”.
Jakob Nielsen, apontado como guru da usabilidade na web, disse em uma entrevista a um jornal brasileiro que a usabilidade está cada vez mais popular simplesmente porque ela prova como um site sem foco no usuário pode ser prejudicial ao bolso e prestativo à concorrência. Foco no usuário é o desenvolvimento de um site ou de um sistema no qual a participação do público-alvo está envolvida desde o surgimento da idéia até a publicação da mesma.
Simples, não? Porém, mesmo isso sendo simples, muitas vezes acaba sendo ignorado ou mesmo esquecido. Para representar projetos criados sem foco no usuário costumo usar o termo “euSite”. Neles, praticamente apenas o dono do site e um grupo bem restrito de usuários sabem usar com sucesso todo o potencial do site. É importante lembrar que a figura do “euSite” não representa que todo site está errado e sim que uma ou muitas funções dispostas nele foram criadas sem foco no usuário. A queda de performance do site está intimamente ligada a todas as funções existentes que tentamos usar e não conseguimos, a todas as informações que procuramos e não achamos nem se apelarmos para o mapa do site.
O caminho para o aumento de performance é único: foco no usuário.
Fonte: JumpExec
10 Principais fatores influenciadores da credibilidade de um site
19/05/10
Um grupo de estudos da universidade de Stanford, especializados em credibilidade na web desenvolveram uma lista dos 10 itens que mais influenciam a credibilidade de um site, o que é muito importante para o bom desempenho de qualquer coisa na internet.
1 – Facilite a verificação das informações do seu site.
Se as informações do seu site são confiáveis, não tem por quê esconder as fontes. Disponibilize o link de onde você tirou a informação; cite nomes e referências .
2 – Mostre que existe uma instituição organizada por trás do projeto
Transfira a autoridade de organizações respeitadas para o conteúdo. Funciona como um “Page Rank Cognitivo”. Exiba logomarcas, números de registros, entre outras informações oficiais que demonstrem que seu site tem bala na agulha.
3 – Realce a experiência da organização nos serviços que oferece e nos conteúdos que disponibiliza.
Você tem um conteúdo de qualidade? Os profissionais da sua empresa são os melhores do mercado? Exponha e explore isso de maneira objetiva. Diga também a quanto tempo sua empresa está no mercado, exiba cases de sucesso, depoimentos de parceiros, clientes, etc.
4 – Mostre as pessoas honestas e confiáveis por trás do projeto
Exiba nomes. Forneça contatos pessoais na medida do possível. Se o usuário tem acesso fácil a quem está envolvido com o desenvolvimento de um site ele pode esclarecer suas desconfianças pessoalmente.
5 – Facilite o contato
Quem não deve não teme. Os usuários se sentem seguros ao saber que podem fazer contato com o site rapidamente e por diferentes caminhos. Não esqueça de sempre responder os contatos.
6 – O design do seu site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade)
Aí está um dos fatores que atestam a importância da beleza do layout na usabilidade. Ninguém confia em um site feio ou com aparência amadora.
7 – Faça seu site fácil de utilizar, e útil
Problemas de usabilidade também evocam amadorismo, além de irritar o usuário, prejudicando as conversões. Sites que não servem pra nada, então, não é preciso nem comentar.
8 – Atualize seu site freqüentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente)
Uma das coisas mais legais da internet é o dinamismo. Mesmo se um site tem conteúdo estático (página institucional, por exemplo), ninguém vai confiar muito se a última atualização foi no tempo dos dinossauros.
9 – Seja moderado com conteúdos promocionais (anúncios e ofertas)
Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas além da desconfiança comercial (produtos baratos demais, por exemplo), se mais de 70% da área do site é tomada por banners e links patrocinados, é porque o conteúdo é duvidoso ou não deve ser muito importante.
10 – Evite todo o tipo de erro, por menor que seja.
Bugs também são fortes indícios de amadorismo e de deficiências no projeto. É melhor uma funcionalidade que não existe do que uma que não funciona.


























